Um dos investigados na Operação Sem Desconto do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), o deputado federal Euclydes Pettersen (Republicanos-MG) se manifestou após ser alvo de mandados de busca e apreensão da Polícia Federal, nesta quinta-feira (13).
“Recebo a ação com serenidade e respeito às instituições. Reitero que nunca tive qualquer vínculo com o INSS, seus dirigentes ou decisões administrativas. Sobre a CONAFER, reafirmo o que já disse em plenário: não tenho relação ilícita com a entidade e nunca participei de sua gestão. Defendo investigações rigorosas e confio plenamente na Polícia Federal, no MPF e no STF. Estou à disposição para todos os esclarecimentos e certo de que a verdade prevalecerá”, declarou o parlamentar.
O deputado entrou na mira da Polícia Federal após ter seu nome citado por pelo menos dois depoentes da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga o esquema de descontos não autorizados em benefícios do INSS. As autoridades apuram se Pettersen teria sido beneficiado com desvios ilegais de valores de aposentados e pensionistas e se teria usado seu cargo político para indicar aliados a fim de atender a interesses pessoais.
Durante depoimento à CPMI, no último mês, o ex-diretor de Governança do INSS, Alexandre Guimarães, afirmou ter sido indicado pelo parlamentar, com quem mantinha algum tipo de vínculo, sem entrar em detalhes.
A fraude no INSS foi revelada pelo portal Metrópoles, em 2023. A série de reportagens intitulada “Farra no INSS” resultou na prisão de vários envolvidos no esquema e na queda do então ministro da Previdência Social, Carlos Lupi (PDT).