O ex-presidente Jair Bolsonaro afirmou a familiares ter medo de ser envenenado enquanto cumpre pena na carceragem da Polícia Federal (PF), em Brasília. Segundo pessoas próximas, o receio vai além das restrições alimentares que motivaram o pedido para que parentes enviem comida: Bolsonaro acredita estar sob risco direto. As informações são do colunista Paulo Cappelli.
A aliados, o ex-presidente disse considerar que o “sistema” não deseja apenas vê-lo preso, mas morto. Ele cita como base a facada que sofreu em 2018 e o fato de a PF ter concluído que o agressor, Adélio Bispo, agiu sozinho. Bolsonaro sustenta que Adélio teria sido financiado por alguém e repete a frase: “Adélio não foi um lobo solitário”.
Na terça-feira (25), o ministro Alexandre de Moraes autorizou que uma pessoa previamente cadastrada pela defesa possa levar alimentos ao ex-presidente. A entrega deverá seguir horário estabelecido pela Polícia Federal, que também fiscalizará e registrará tudo o que for repassado ao detento.
Pressão por indicação eleitoral
Mesmo preso, Bolsonaro reluta em apontar um nome conservador para disputar a Presidência da República em 2026. O ex-mandatário avalia que, ao fazer uma indicação, perderia protagonismo político e teria mais dificuldade para reverter sua situação jurídica.
Dirigentes do Centrão pressionam para que o anúncio aconteça ainda este ano, permitindo que o escolhido tenha tempo para estruturar uma pré-campanha e consolidar apoio visando enfrentar o presidente Lula no pleito do ano que vem.