O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou nesta quinta-feira (18), durante um café da manhã com jornalistas, que as investigações sobre o esquema de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social irão alcançar todos os envolvidos, sem exceções, inclusive seu filho Fábio Luís da Silva , o Lulinha , que já foi citado em um depoimento sobre o esquema de desvios de aposentadorias no INSS. “Ninguém ficará livre. Se tiver filho meu metido nisso, será investigado”, afirmou.
A fala ocorre no mesmo dia em que a Polícia Federal deflagrou uma nova fase da operação que apura desvios em benefícios previdenciários. De acordo com as investigações, surgiram indícios de transferências feitas pelo empresário Antônio Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, para uma mulher apontada como amiga de Fábio Luís da Silva, um dos filhos do presidente. A destinatária seria Roberta Luchsinger, herdeira de um banqueiro e pessoa próxima ao PT.
Conforme mensagens obtidas pela PF, o empresário teria solicitado a um funcionário o pagamento de R$ 300 mil a uma empresa ligada a Roberta, mencionando que o valor seria destinado ao “filho do rapaz”. O relatório, no entanto, não esclarece a quem a expressão se refere.
Ao comentar o caso, Lula defendeu rigor e imparcialidade nas apurações. “Ninguém ficará livre. Se tiver filho meu metido nisso, será investigado. Se tiver meu pai, que já morreu, não. Se for o Haddad, vai ser investigado, o Rui Costa com essa seriedade será investigado com a mesma seriedade”, declarou. O presidente também criticou duramente o esquema, destacando que é inaceitável que aposentados que vivem com um salário mínimo sejam alvo de fraudes baseadas em promessas enganosas.