Uma missão brasileira executada pela Controladoria-Geral da União (CGU) e coordenada pela Agência Brasileira de Cooperação (ABC), do Ministério das Relações Exteriores , ocorre em conjunto com órgãos cubanos com o objetivo de estudar a forma como Cuba mobiliza a sociedade em consultas populares, dentro do Projeto BRA/13/008.
A ideia parte de uma parceria com a Secretaria-Geral da Presidência da República e o grupo já realizou atividades entre 09 e 19 de dezembro. Um dos pontos mais importantes pra realização dessa ação, é detalhar como Cuba organiza suas estruturas territoriais e setoriais para consultas públicas, quais métodos garantem a participação presencial e como ocorre a análise das sugestões populares em propostas legislativas e políticas.
Cuba foi escolhida como referência devido ao histórico de ampla mobilização social. Ao longo da reforma constitucional de 2018–2019, o país promoveu mais de 133,5 mil reuniões, que envolveram 8,9 milhões de participantes, resultando em 1,7 milhão de intervenções e 783 mil propostas sistematizadas.
Compõem a missão, pela CGU, o chefe da Assessoria Especial de Participação Social e Diversidade, Fábio Felix Cunha da Silva; a auditora federal Anjuli Tostes Faria; e a chefe da Divisão de Governo Aberto, Heloisa Vieira Curvello. Também integra a equipe, pela Secretaria-Geral da Presidência da República, a assessora Mila Dezan. O financiamento dos custos do trabalho ocorre por meio da ABC, responsável pela coordenação da cooperação.