Uma pesquisa do DataFolha divulgada nessa quinta-feira (25) revela que mais brasileiros se identificam com a direita do que com a esquerda, segundo autodeclaração ideológica dos entrevistados. De acordo com o levantamento, 35% se consideram de direita, enquanto 22% se identificam com a esquerda.
Outros 17% dos participantes se posicionam no centro, 11% na centro-direita e 7% na centro-esquerda. Oito por cento não souberam responder.
O levantamento utilizou uma escala de 1 a 7, em que o número 1 representa a extrema esquerda e o 7, a extrema direita. Os que marcaram 5, 6 ou 7 foram classificados como mais próximos da direita; os que marcaram 1, 2 ou 3, como esquerda; e o número 4, como centro. Considerando os agrupamentos, 46% dos brasileiros se colocam entre a direita e a centro-direita, enquanto 29% se situam entre a esquerda e a centro-esquerda.
O DataFolha entrevistou 2.002 pessoas com 16 anos ou mais, em 113 municípios de todas as regiões do país, entre 2 e 4 de dezembro de 2025. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.
Mais petistas do que bolsonaristas
O levantamento também avaliou a identificação política em uma escala de 1 a 5, em que 1 representa apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e 5 ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Nesse recorte, 40% dos entrevistados se declararam petistas, enquanto 34% apoiam Bolsonaro. Outros 18% se consideram neutros, 6% não apoiam nenhum dos dois e 1% não soube responder.
O cruzamento das respostas mostra incongruências entre autodeclaração ideológica e identificação política. Entre os que se dizem petistas, 27% afirmaram se identificar com a direita; entre os bolsonaristas, 11% se declararam de esquerda.
Distanciamentos semelhantes aparecem ao questionar sobre lideranças políticas associadas a cada campo ideológico. Para 9% dos entrevistados, Lula é a principal liderança da direita — percentual maior que o dado para o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), citado por 5%, e para a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), mencionada por 2%. No sentido oposto, 5% indicaram Bolsonaro como a maior liderança da esquerda.