O Banco Central divulgou nesta quinta-feira (24) que o incidente de segurança ocorrido entre os dias 20 e 21 de julho no Sisbajud, operado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), atingiu os dados cadastrais de 46,9 milhões chaves de 11 milhões de pessoas. A diferença nos números acontece porque, cada pessoa pode ter até cinco chaves cadastradas.
Por meio desse sistema, o Poder Judiciário solicita informações e realiza bloqueios de valores em contas bancárias e aplicações de devedores, como uma forma de também facilitar o cumprimento de ordens judiciais. Acontece que, em dois dias, houve diversos acessos indevidos nas plataformas por meio da captura criminosa de credenciais de usuários.
Com isso, pessoas tiveram suas informações cadastrais expostas, entre elas: nome de usuário, CPF, número e tipo da conta, chave Pix, agência, situação da chave Pix, data de criação e exclusão da chave Pix.
Devido ao ocorrido, o CNJ propôs que irá disponibilizar uma ferramenta para que os usuários do Pix verifiquem se foram afetados pela exposição de dados. No comunicado, o órgão também esclareceu que não entra em contato com as vítimas por mensagens, SMS, e-mails ou ligações.
Em nota divulgada nessa quarta-feira (23), o CNJ explicou que os dados que foram expostos não abrangeram transações financeiras. “Não houve acesso a saldos, senhas, extratos ou qualquer informação protegida por sigilo bancário. Os dados expostos não permitem fazer movimentações ou transferências financeiras nem acessar contas bancárias. Não houve qualquer comprometimento à integridade do sistema bancário”, disse o órgão.