A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann , disse que o Executivo “repudia” a imposição de sanções com base na Lei Magnitsky ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes .
Segundo a ministra, a medida é um ato “violento e arrogante”. Gleisi citou o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), ao afirmar que a família do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) traiu o Brasil.
“Mais um capítulo da traição da família Bolsonaro ao país”, escreveu Gleisi, através das redes sociais. A ministra afirmou ainda que “nenhuma nação pode se intrometer no Poder Judiciário de outra”.
Eduardo licenciou-se da Câmara dos Deputados e viajou aos Estados Unidos. O parlamentar declarou que a sanção representa um marco histórico e serve de alerta, pois, de acordo com ele, “abusos de autoridade agora têm consequências globais”.
“Não se trata de vingança, mas de justiça”, disse o deputado, através das redes sociais. “Não se trata de política, mas de dignidade.” O parlamentar defendeu que o Congresso Nacional aprove uma anistia ampla para “restaurar a paz” e devolver a liberdade ao povo brasileiro.
Declarações de Gleisi ocorrem após Lula pedir libertação de Cristina Kirchner
As declarações de Gleisi, de que “nenhuma nação pode se intrometer no Poder Judiciário de outra”, ocorrem quase um mês depois de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pedir a libertação de Cristina Kirchner, ex-presidente da Argentina. Ela está presa em regime domiciliar depois de ser condenada por corrupção.