Durante a audiência de custódia que determinou a prisão preventiva de Renê da Silva Nogueira Júnior , acusado de matar a tiros o gari Laudemir de Souza Fernandes, na segunda-feira (11), o juiz Leonardo Damasceno, da Central de Audiência de Custódia, afirmou que o fato de o suspeito ter ido treinar em uma academia após o crime demonstra uma personalidade “violenta” e “desequilibrada”.
Renê foi preso ainda na segunda-feira, horas após o crime, em uma academia de Belo Horizonte . A prisão ocorreu com base no reconhecimento de testemunhas e em imagens de câmeras de segurança que flagraram o carro do suspeito se deslocando em direção à rua onde o gari foi assassinado.
Durante a audiência, o empresário negou o crime e disse ter ido ao trabalho, passeado com o cachorro e seguido para a academia, quando foi abordado pelos policiais. A defesa alegou que o suspeito é réu primário e possui bons antecedentes. No entanto, foi revelado durante a sessão que Renê possui histórico de violência doméstica — chegando a quebrar o braço da ex-companheira — e de um atropelamento que deixou uma pessoa morta.
O juiz entendeu que há elementos suficientes para manter a prisão do acusado e que a natureza hedionda do crime exige punição exemplar."Chega um cidadão [...] querendo passar de forma desequilibrada e violenta, sai do veículo, ameaça trabalhadores que prestam serviço público, coloca arma em direção a uma mulher motorista de caminhão falando que daria um tiro na cara da trabalhadora. Não satisfeito, volta com arma em punho [...] e atira. Toda uma dinâmica que mostra a periculosidade do agente. É um homicídio qualificado, um crime hediondo", complementou.