O Instituto de Pesquisas Cananéia (IPeC) registrou 350 pinguins-de-Magalhães (Spheniscus magellanicus) mortos entre os dias 15 e 21 deste mês, nas praias de Cananéia, Iguape e Ilha Comprida, no litoral de São Paulo . Os primeiros registros foram realizados pelas equipes de campo do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS), executado pelo Instituto Argonauta na região e os animais se encontravam em estado avançado de decomposição.
O IPeC informou a impossibilidade de saber a causa da morte, mas que pode ser citado os efeitos da migração por longas distâncias, dificuldade em encontrar alimento, parasitoses, quadros infecciosos e a interação com a pesca.
A temporada dessa espécie no litoral brasileiro começou em julho. Os pinguins-de-Magalhães são originários da Patagônia e costumam aparecer na região litorânea de São Paulo até o mês de setembro, devido a rota migratória anual em busca de alimentos e águas mais quentes.
Apesar da enorme quantidade de pinguins encontrados mortos em um curto período, a espécie não está em risco, segundo especialistas. Estima-se que haja de 2 milhões a 3 milhões de pinguins na natureza, em grandes colônias, principalmente na Argentina.
Segundo Hugo Gallo Neto, oceanógrafo, presidente do Instituto Argonauta e diretor do Aquário de Ubatuba, as mortes de pinguins no litoral sudeste são um fenômeno natural. Contudo, é necessário atenção especializada.
Instituto de Pesquisas Cananéia - IPeC
O IPeC realiza salvamentos, reabilitação e outras atividades de conservação da fauna marinha, como organização civil responsável pela iniciativa.
A instituição também faz a destinação correta de animais marinhos mortos, como pinguins, focas e baleias, que chegam às praias da região.