Na reunião ministerial realizada no Palácio do Planalto nesta terça-feira (26), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) cobrou fidelidade dos ministros do centrão e, caso não fosse possível, sugeriu que deixassem o governo. O discurso do petista, dirigido diretamente aos ministros do União Brasil e do Progressistas, tinha o objetivo de que defendessem a gestão de Lula diante dos atos de oposição organizados por esses partidos.

O presidente afirmou que espera que os ministros defendam sua administração, pois se considera defensor da equipe, sem distinção partidária. No pronunciamento, Lula disse que continuaria amigo dos ministros, mas que eles deveriam se sentir à vontade para conversar sobre seus futuros e seguir seus caminhos, caso decidissem deixar a gestão.

Foto: Ricardo Stuckert/PR
Luiz Inácio Lula da Silva

Fazendo referência a eventos políticos marcados para criticar sua administração, o presidente afirmou que não gostaria de constranger ninguém, mas que também não quer ser constrangido.

Lula mencionou ainda o evento em que foi homologada a federação entre o PP e o União Brasil, ocasião em que os líderes partidários proferiram críticas ao governo. O presidente afirmou que os ministros deveriam ter se manifestado para defender a gestão. Ele também declarou que acredita na candidatura do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), à Presidência em 2026.

Por conta disso, Lula disse que, em algum momento, os republicanos que integram a Esplanada dos Ministérios devem tomar uma decisão. Mesmo assim, afirmou que não pedirá para que ninguém deixe o cargo, mas espera que todos tenham consciência de suas posições.

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