A Justiça do Rio de Janeiro decidiu, nessa quinta-feira (11), negar o pedido de habeas corpus apresentado pela defesa do rapper Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, conhecido como Oruam , de 25 anos. Com a decisão, o artista segue preso desde julho, quando se entregou à polícia após a expedição de mandado de prisão preventiva.
O advogado Fernando Henrique Cardoso criticou o posicionamento do tribunal e disse confiar na reversão da medida. Em nota, afirmou que o Judiciário deveria garantir o controle da legalidade e que a prisão de Oruam é resultado de um processo “fabricado”. Ele também mencionou que um desembargador chegou a sugerir o envio dos autos ao Ministério Público para avaliar possível abuso de autoridade por parte de policiais, mas a proposta não foi adiante.
O cantor é investigado por tráfico de drogas, associação para o tráfico, resistência, desacato, dano, ameaça e lesão corporal. As acusações surgiram após um episódio na madrugada de 22 de julho, quando policiais cumpriam mandado de busca e apreensão contra um menor investigado por tráfico e roubo na residência do artista. De acordo com o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), Oruam e amigos teriam tentado impedir a ação policial atirando pedras, uma delas com cerca de 5 quilos, de uma altura de 4,5 metros. O órgão afirma que houve risco real de morte, já que os objetos poderiam atingir os agentes na cabeça. Laudo pericial apontou que as pedras eram semelhantes às do jardim da casa do rapper.
O MPRJ sustenta que o crime foi cometido por motivo torpe e com uso de meio cruel, podendo enquadrar o caso na Lei dos Crimes Hediondos. Oruam, no entanto, registrou vídeos durante a abordagem e chegou a divulgar nas redes sociais, desafiando as autoridades.