A CPMI do INSS inicia nesta segunda-feira (8) uma nova fase de trabalhos com o depoimento de Carlos Lupi , ex-ministro da Previdência Social, tornando-se o primeiro ex-titular da pasta a prestar esclarecimentos ao colegiado. A comissão apura irregularidades relacionadas a descontos não autorizados em benefícios previdenciários durante sua gestão.
Lupi esteve à frente do ministério quando surgiram denúncias de descontos irregulares em aposentadorias e pensões. Pressionado pelas investigações e cobranças públicas, ele renunciou ao cargo em maio deste ano.
Até o momento, a CPMI ouviu apenas especialistas e profissionais ligados às investigações, incluindo representantes da Polícia Federal, da Controladoria-Geral da União, da Defensoria Pública da União e o advogado Eli Cohen. O depoimento de Lupi marca o início da participação de políticos no inquérito.
O ex-ministro declarou à CNN Brasil que está preparado para responder às perguntas de deputados e senadores com “consciência e alma tranquilas”. A oposição acompanha a sessão com atenção, buscando identificar possíveis vínculos das fraudes com o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O cronograma da CPMI prevê ainda os depoimentos de empresários ligados ao esquema: Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, no dia 15, e Maurício Camisotti, no dia 18, ambos sob investigação da Polícia Federal.