O Banco de Brasília (BRB) prevê registrar prejuízos com as operações financeiras em consequência da relação com o Banco Master (BM) e analisa receber aportes do seu controlador, como plano de contingência, neste caso o governo do Distrito Federal (GDF). Isso significaria receber dinheiro do pagador de impostos para cobrir o rombo financeiro. Segundo o BRB, a gestão de do governador Ibaneis Rocha (MDB) simpatiza com a possibilidade de realizar a capitalização dos prejuízos.
Na terça-feira (13), por meio de nota a instituição informou que os possíveis prejuízos estão sendo analisados pela auditoria independente Machado Meyer, com suporte técnico da consultoria Kroll. O banco atesta também a própria "robustez" com patrimônio líquido de R$ 4,5 bilhões e patrimônio de referência (PR) de R$ 6,5 bilhões.
O BC é alvo de uma investigação da Polícia Federal (PF) que apura suspeitas de venda de carteiras de crédito fraudulentas ao Banco de Brasília (BRB) que podem chegar a R$ 12 bilhões. A instituição monetária foi liquidada pelo Banco Central. O BRB informou que é credor da liquidação do Master e que trabalha para recuperar fundos aportados, respeitando a ordem de prioridade dos interessados.
Nesta quarta-feira (14) a PF deflagrou a segunda fase da operação contra o esquema de fraudes envolvendo o Master.
A PF inspecionou imóveis ligados a Daniel Vorcaro, familiares e aliados, no cumprimento de 42 mandados de busca e apreensão expedidos pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli. As ações foram realizadas em cinco Estados: São Paulo, Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro. Além das buscas foram bloqueados R$ 5,7 bilhões em bens.