A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (15), a terceira fase da Operação Coffee Break , que investiga um esquema de fraudes em licitações para a compra de materiais didáticos em prefeituras do interior de São Paulo. Nesta etapa, agentes federais cumpriram três mandados de busca e apreensão e determinaram medidas de constrição patrimonial no estado.

A investigação apura o desvio de recursos públicos da Educação por meio do direcionamento e do superfaturamento de contratos firmados com a empresa Life Tecnologia Educacional, que recebeu cerca de R$ 70 milhões para o fornecimento de kits e livros escolares. Segundo a Polícia Federal, o esquema estaria em funcionamento desde pelo menos 2021 e envolveria agentes públicos, empresários, lobistas e operadores financeiros, caracterizando uma organização criminosa estruturada.

Foto: Divulgação PF
Polícia Federal deflagrou a terceira fase da Operação Coffee Break

Na fase anterior da operação, deflagrada em novembro, a PF prendeu seis pessoas, entre elas o vice-prefeito de Hortolândia, Cafu César (PSB). Também foi alvo da investigação Carla Ariane Trindade, ex-nora do presidente Luiz Inácio Lula da Silva , suspeita de receber propina do empresário André Gonçalves Mariano, apontado como principal articulador do esquema. A PF afirma que ela teria atuado em Brasília para facilitar a liberação de recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação ( FNDE ) em favor da empresa investigada.

Carla Ariane nega as acusações e, por meio da defesa, informou que só se manifestará após ter acesso integral aos autos. A Polícia Federal apura crimes como corrupção ativa e passiva, peculato, fraude em licitação, lavagem de dinheiro e organização criminosa. As investigações seguem em andamento.