Gustavo Feliciano (União-PB), novo ministro do Turismo, transferiu três empresas das quais era dono para uma ex-assessora parlamentar de seu pai, usando a servidora como “laranja”.
Soraya Rouse Santos Araujo, de 43 anos, tinha uma remuneração de pouco mais de dois salários mínimos por mês (R$ 3.529,86). Soraya reside em uma casa simples em João Pessoa e mantém dificuldades para pagar suas contas.
A ex-assessora de uma hora para outra tornou-se sócia-administradora de três empresas que pertenciam a Gustavo Feliciano, incluindo uma instituição de ensino e duas construtoras que devem mais de R$ 500 mil à União.
As transferências ocorreram sucessivamente em dezembro de 2025, mês em que Gustavo Feliciano se tornou ministro do Turismo.
Gustavo é filho do deputado federal Damião Feliciano (União-PB), para quem Soraya Rouse trabalhou até a última quinta-feira (22).
Soraya Rouse, Damião, Renato e Gustavo Feliciano não se manifestaram até a publicação desta reportagem. O Ministério do Turismo também não respondeu. As partes foram procuradas pelo Metrópoles.