A Polícia Federal (PF) acompanha de perto a escalada de tensão na Venezuela após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump , anunciar uma operação militar que resultou na captura do ditador venezuelano Nicolás Maduro . Segundo Trump, o mandatário venezuelano e sua esposa, Cilia Flores, foram retirados do país durante ataques de grande escala realizados contra alvos estratégicos, incluindo a capital Caracas. O presidente norte-americano afirmou ainda que uma coletiva será realizada para detalhar a operação.

Em entrevista à colunista Mirelle Pinheiro, o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, explicou que a fronteira entre Brasil e Venezuela foi fechada pelo lado venezuelano, enquanto o Brasil mantém seus postos abertos.

“Nosso adido policial e adido adjunto estão na Embaixada do Brasil em Caracas, colhendo informações diariamente para assessorar a embaixadora e tentar antever movimentos. Por enquanto, todos estão em segurança. A Venezuela fechou a fronteira. O Brasil, não”, afirmou. Segundo Rodrigues, a PF atua em articulação direta com o Itamaraty para monitorar possíveis desdobramentos do conflito.

O governo venezuelano reagiu duramente às declarações de Trump. Em comunicado oficial, Maduro decretou estado de emergência nacional e acusou os Estados Unidos de promover uma “agressão militar imperialista” contra áreas civis e militares em Caracas e nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira.

O regime convocou a mobilização das forças armadas e de grupos civis aliados.

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