O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva , condenou neste sábado (3) o ataque militar realizado pelos Estados Unidos contra a Venezuela. Em declaração pública, Lula afirmou que os bombardeios em território venezuelano e a captura do chefe de Estado do país ultrapassam limites aceitáveis e configuram uma afronta à soberania nacional, além de criarem um precedente considerado perigoso no cenário internacional.

"Os bombardeios em território venezuelano e a captura do seu presidente ultrapassam uma linha inaceitável. Esses atos representam uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela e mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional", disse Lula.

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
Presidente Lula

No mesmo dia, o presidente norte-americano Donald Trump declarou, por meio de redes sociais, que forças dos Estados Unidos realizaram uma ofensiva militar de grande proporção em território venezuelano. Segundo ele, a operação contou com participação direta de forças de segurança americanas e resultou na captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro e de sua esposa, que teriam sido retirados do país por via aérea, sem que fosse informado o destino.

A ofensiva ocorreu após uma madrugada de tensão em Caracas, capital venezuelana, onde foram registradas explosões nas primeiras horas do sábado. De acordo com informações da Associated Press, pelo menos sete explosões foram ouvidas ao longo de aproximadamente 30 minutos, o que provocou pânico entre moradores e aumentou a instabilidade na cidade e em outras regiões próximas.

Em comunicado divulgado na madrugada deste sábado (4), o governo da Venezuela afirmou que o país foi alvo de uma agressão militar promovida pelos Estados Unidos e anunciou a decretação de estado de emergência em todo o território nacional. Segundo a nota oficial, ataques atingiram áreas civis e militares em Caracas e também nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira, ampliando o alcance da operação relatada pelas autoridades venezuelanas.

Ainda conforme o governo venezuelano, a ofensiva teria como objetivo assumir o controle das reservas de petróleo e minerais do país, o que foi negado pelas autoridades locais, que afirmaram que tais recursos não seriam tomados. Diante do cenário, Nicolás Maduro assinou um decreto que declara estado de Comoção Exterior, medida que autoriza ações excepcionais do Estado e convoca forças sociais e políticas para a mobilização nacional, enquanto o governo norte-americano reiterou a confirmação da captura do presidente venezuelano.

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