O presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial , Ricardo Cappelli , passou a ser alvo de denúncias que apontam o suposto uso de uma estrutura paralela de comunicação com fins eleitorais no Distrito Federal. Ex-ministro interino do Gabinete de Segurança Institucional no Governo Luiz Inácio Lula da Silva , Cappelli é apontado como possível candidato ao governo local nas eleições deste ano.
Segundo informações divulgadas pelo Diário do Poder , o grupo teria atuado a partir de uma sala no Setor Comercial Sul, em Brasília, utilizando equipamentos dedicados à produção de conteúdo e à interação constante nas redes sociais. A estratégia incluiria monitoramento de adversários, respostas coordenadas a comentários e distribuição prévia de vídeos em grupos internos, com o objetivo de ampliar o alcance digital do pré-candidato.
Relatos atribuídos a ex-integrantes da equipe indicam que a operação seria conduzida por Bruno Trezena, gerente de marketing da ABDI, com apoio de uma assistente responsável por repassar metas diárias. As tarefas envolveriam envio de mensagens em massa, ligações, publicações frequentes e controle rigoroso de desempenho, inclusive com orientações sobre ortografia, uso de emojis e horários de atividade.
Ainda de acordo com as denúncias, colaboradores teriam enfrentado demissões sem aviso prévio, atrasos salariais e ausência de formalização contratual, além de um ambiente descrito como pressionado por cobranças constantes. Até o momento, nem Cappelli nem os demais citados se pronunciaram publicamente sobre as acusações.