A Câmara Municipal do Recife (PE) decidiu, nesta terça-feira (3), arquivar o pedido de impeachment contra o prefeito João Campos (PSB). A sessão foi marcada por forte tensão, com protestos tanto do lado de fora do prédio quanto dentro do plenário.
Manifestantes favoráveis e contrários ao afastamento do prefeito se concentraram em frente à Câmara, enquanto, no interior da Casa, a reunião precisou ser interrompida em mais de uma ocasião devido às manifestações do público e aos embates verbais entre os vereadores. Na sessão, os parlamentares avaliaram apenas se a denúncia atendia aos requisitos para prosseguir, sem analisar o conteúdo da acusação em si.
Se o pedido tivesse sido admitido, João Campos seria afastado do cargo temporariamente, e uma comissão especial, composta por vereadores sorteados, conduziria a apuração dos fatos.
Antes da deliberação, o presidente da Câmara do Recife, Romerinho Jatobá (PSB), concedeu dez minutos de fala ao autor da denúncia, vereador Eduardo Moura (Novo), e ao líder do governo, Samuel Salazar (MDB), para que apresentassem seus argumentos.
O requerimento de impeachment tinha como base a suposta alteração no resultado de um concurso público para o cargo de procurador municipal.