A ministra do Ministério do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet (MDB), afirmou nesta quinta-feira (12) que pretende concorrer a uma vaga no Senado por São Paulo nas eleições de 2026. A declaração foi feita durante o Fórum Nacional de Secretários Estaduais de Planejamento, realizado em Campo Grande.
A decisão representa uma mudança na trajetória eleitoral da ministra, que construiu sua carreira política em Mato Grosso do Sul. Tebet foi senadora pelo estado entre 2015 e 2023 e também disputou a Presidência da República em 2022. Durante o evento, ela destacou sua ligação com o estado natal. “Anunciar minha decisão no Mato Grosso do Sul é uma forma de expressar minha gratidão ao estado onde nasci, onde mora minha família, onde estão meus amigos e a quem serei eternamente grata”, declarou.
Segundo a ministra, a possibilidade de disputar o Senado por São Paulo surgiu após conversas políticas e avaliação do cenário eleitoral. Tebet afirmou que pretende ampliar sua atuação no cenário nacional e contribuir com o projeto político do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ela ainda não confirmou, porém, se permanecerá no Movimento Democrático Brasileiro ou se poderá migrar para o Partido Socialista Brasileiro, mesma legenda do vice-presidente Geraldo Alckmin.
Durante o anúncio, Tebet afirmou que vem sendo incentivada há meses a assumir um papel mais amplo na política nacional. “Tem seis meses que eu tenho sido provocada positivamente de que preciso cumprir um papel em nome do país. E quando isso chegou até mim, eu fui investigar a razão dessa convocação. E, para a minha grata surpresa, fui ver, inclusive, que São Paulo tinha me dado mais de um terço dos votos para presidente da República. Foi onde eu tive mais votos, é onde eu tenho mais acentuação”, disse.
A possível candidatura ocorre em meio a um cenário ainda indefinido para a disputa ao Senado em São Paulo, considerado o maior colégio eleitoral do país. Pesquisas recentes indicam que Tebet aparece entre os nomes competitivos para a vaga, em uma corrida que ainda reúne possíveis candidatos tanto do campo governista quanto da oposição.
Caso confirme a candidatura, a ministra terá de deixar o cargo no Ministério do Planejamento dentro do prazo de desincompatibilização previsto pela legislação eleitoral para participar das eleições de outubro de 2026.