A agenda da CPMI do INSS será retomada nesta segunda-feira (23), com o depoimento do presidente da Dataprev, Rodrigo Assumpção , que será ouvido na condição de testemunha. Também estava prevista a oitiva da influenciadora Martha Graeff , ex-noiva de Daniel Vorcaro , mas a expectativa é de que ela não compareça. Residente nos Estados Unidos , ela ainda não respondeu à convocação, segundo apuração do Metrópoles. Graeff manteve um relacionamento de cerca de dois anos com o dono do Banco Master e não foi localizada para notificação oficial.
Mesmo sem confirmação de presença, a reunião foi mantida e está marcada para as 16h. Pela regra das CPIs, convocações de testemunhas exigem comparecimento obrigatório, e a ausência injustificada pode levar a medidas como condução coercitiva. A comissão investiga desvios bilionários envolvendo aposentados e pensionistas do INSS. Nesse contexto, Assumpção foi chamado diante de suspeitas de que fragilidades na governança e falhas estruturais na Dataprev, responsável pela base de dados do instituto, tenham comprometido o sistema e facilitado a atuação de fraudadores.
Natural do Rio Grande do Sul, Martha Graeff tem 40 anos e atua como empresária, além de ter carreira como ex-modelo e influenciadora. Há cerca de duas décadas vive nos EUA, atualmente em Miami, na Flórida. Ela já foi casada com o ex-jogador da NBA Rony Seikaly, com quem tem uma filha, e também teve um relacionamento com Aécio Neves em 2017.
O relacionamento entre Graeff e Vorcaro ocorreu majoritariamente à distância. Em 2024, eles chegaram a noivar durante uma celebração na Itália, mas o vínculo terminou em 2025, pouco depois da primeira prisão do banqueiro.
Além da CPMI do INSS, Graeff também foi convocada a prestar esclarecimentos na Comissão Parlamentar de Inquérito do Crime Organizado, que, assim como a CPMI, investiga o Banco Master. O depoimento está previsto para quarta-feira (25).
O nome da influenciadora passou a figurar no centro das apurações após o vazamento de mensagens trocadas com Vorcaro entre 2024 e 2025. Nos diálogos, o banqueiro menciona políticos, ministros e agentes do mercado financeiro. As conversas também levantaram suspeitas de tentativa de ocultação de patrimônio, com imóveis e fundos registrados em nome de Graeff, hipótese que ela nega.