A Secretaria de Comunicação Social, sob o comando do ministro Sidônio Palmeira , desembolsou cerca de R$ 2 milhões, desde 2025, com a contratação de influenciadores digitais e artistas para promover programas do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva . Os dados foram divulgados neste sábado (11) pelo jornal Folha de S.Paulo , com base em informações obtidas via Lei de Acesso à Informação.

Entre os nomes contratados, a atriz Dira Paes recebeu o maior cachê: R$ 470 mil para divulgar o programa “Celular Seguro”, voltado ao rastreamento de aparelhos roubados. Em seguida, aparece o carnavalesco Milton Cunha, que recebeu R$ 310 mil para promover o programa “Agora Tem Especialistas”, do Sistema Único de Saúde.

Foto: Divulgação/Ascom
Dira Paes recebeu R$ 470 mil por propaganda do programa Celular Seguro

Segundo o levantamento, ao menos 55 influenciadores digitais receberam valores que variam de R$ 1.000 a R$ 124,9 mil por campanhas publicitárias do governo. Outros 12 participantes foram remunerados de forma indireta, por meio de empresas contratadas para executar ações de comunicação. Entre eles está o apresentador João Kleber, que participou de vídeo divulgado nas redes sociais.

Em nota, a Secom justificou as contratações afirmando que a estratégia acompanha a mudança nos hábitos de consumo de informação da população, com maior presença e engajamento nas redes sociais.

O levantamento também aponta que, entre 2019 e 2021, durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, foram gastos cerca de R$ 670 mil com influenciadores — valor inferior ao aplicado na atual gestão em pouco mais de um ano.

Ainda segundo a reportagem, a secretaria ampliou a participação de plataformas digitais no orçamento publicitário. Sob a atual gestão, cerca de 30% da verba é destinada a meios digitais, ante aproximadamente 20% no período anterior. Em 2025, dos R$ 681 milhões investidos em publicidade por órgãos do governo federal, R$ 234,8 milhões foram direcionados a canais digitais.

Sem anúncio no momento

A política de comunicação do governo tem priorizado a presença online como forma de ampliar o alcance das campanhas institucionais e dialogar com diferentes públicos nas redes sociais.