O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), ampliou o embate público com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, e passou a adotar um tom mais direto nas críticas à Corte. A troca de declarações ocorre em meio à pré-campanha presidencial do mineiro, que tem utilizado o confronto como parte de sua estratégia política e de projeção nacional.

Em resposta às declarações do ministro, Zema afirmou não se sentir intimidado e questionou a atuação do STF, sugerindo que decisões do tribunal não seriam estritamente técnicas. Em vídeo divulgado nas redes sociais, o ex-governador disse que seguirá criticando a Corte e declarou que sua postura difere da de políticos tradicionais, ao mencionar que não resolve questões de forma reservada.

Foto: Rafa Neddermeyer/ Agência Brasil
Romeu Zema, ex-governador de Minas Gerais

O embate começou após Gilmar Mendes afirmar ser “irônico” que Zema critique o STF, mesmo tendo recorrido ao tribunal em momentos anteriores para lidar com a situação fiscal de Minas Gerais. O ministro apontou que decisões da Corte contribuíram para garantir fluxo de caixa ao estado, indicando uma possível contradição entre a atuação administrativa passada e o discurso atual do ex-governador.

Na réplica, Zema contestou a fala do ministro e afirmou que decisões favoráveis ao estado não representariam qualquer tipo de obrigação futura. Ele declarou que não aceita a ideia de que medidas adotadas pelo STF possam ser interpretadas como favores pessoais, respondendo diretamente à crítica feita pelo integrante da Corte.

O episódio ocorre paralelamente ao lançamento das diretrizes da pré-campanha de Zema à Presidência. Durante evento realizado em São Paulo, o ex-governador afirmou que pretende propor mudanças estruturais no STF, como a criação de mandatos para ministros e novas regras de funcionamento, colocando a relação com o Judiciário entre os pontos centrais de sua agenda política.

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