O senador e ministro licenciado do Desenvolvimento e Assistência Social, Wellington Dias (PT), lamentou o resultado da votação do Senado Federal que rejeitou a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF). Ao todo, foram 42 votos contrários e 34 favoráveis à indicação do advogado para a Corte.

Em publicação nas redes sociais, Wellington Dias afirmou que a indicação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi consistente e alinhada à Constituição, mas ponderou que o resultado da votação reflete a correlação de forças políticas no Congresso Nacional. Na avaliação do senador piauiense, o advogado foi vítima de 'circunstâncias menores'.

Foto: Lucas Dias/GP1
Ministro Wellington Dias

“A não aprovação do nome de Jorge Messias ao STF não apaga sua trajetória, nem diminui sua capacidade. Em democracias reais, decisões institucionais nem sempre refletem mérito individual. Refletem correlação de forças. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez uma indicação sólida, à altura da Constituição. Ainda assim, a democracia não garante vitórias, garante regras. E, dentro delas, ganhar e perder faz parte do jogo”, refletiu o ministro.

O senador ainda elogiou a capacidade de Messias, afirmando que o indicado teria total capacidade de ocupar a vaga. “Acompanhei muitas sabatinas ao longo dos anos. Jorge esteve entre os mais preparados. Estudou, dialogou, respondeu com consistência. Isso não está em disputa. O resultado final é outra coisa. Como o próprio Jorge disse: em tudo há um propósito. O tempo mostrará que um grande brasileiro foi vítima de circunstâncias menores. Seguimos firmes, com fé, responsabilidade e compromisso com o povo brasileiro”, disse.

Votação histórica

O Plenário do Senado Federal rejeitou, nesta quarta-feira (29), a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), representando uma derrota histórica para o Governo Lula. Esta é a primeira vez, desde 1894, que senadores rejeitam uma indicação presidencial para a Corte.

Messias foi rejeitado por 42 votos a 34. A votação foi secreta. Para ser aprovado, o indicado precisava do apoio de, no mínimo, 41 dos 81 senadores, o que corresponde à maioria absoluta.

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