O presidente Lula (PT) afirmou que as supostas fraudes financeiras envolvendo o Banco Master teriam origem no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). As declarações foram feitas em entrevista ao site ICL Notícias nesta quarta-feira (8).
Segundo Lula, o crescimento da instituição financeira teria ocorrido durante a gestão do ex-presidente do Banco Central do Brasil, Roberto Campos Neto, a quem atribuiu responsabilidade por autorizações concedidas ao banco. “O Roberto Campos legalizou o Banco Master e todas as falcatruas que vêm na árvore genealógica do banco têm o Governo Bolsonaro, o Paulo Guedes e os ministros deles”, declarou o presidente.
O caso envolvendo o Banco Master também atinge o Banco de Brasília (BRB) e tem sido alvo de investigações da Polícia Federal do Brasil. As apurações apontam para possíveis irregularidades com envolvimento de parlamentares de diferentes espectros políticos, além de autoridades ligadas aos Três Poderes.
Entre os nomes citados no contexto das investigações estão ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), como Dias Toffoli e Alexandre de Moraes .
Em outro momento, Lula disse ter aconselhado Moraes a se declarar impedido de votar em julgamentos envolvendo o Banco Master por conta da contratação do escritório de advocacia da esposa, Viviane Barci, por R$ 129 milhões pelo banqueiro Daniel Vorcaro. "O companheiro Alexandre de Moraes sabe que prejudica a imagem. Você pode ter uma coisa que é legal, mas, nas circunstâncias que acontecem, o povo trata como uma coisa imoral. E num ano politico, em que as pessoas vão dar muito destaque para isso", afirmou.
Durante a entrevista, Lula também criticou o andamento das investigações e afirmou que há demora na apuração dos fatos. “A boca pequena você sabe qual é o deputado, o senador, a autoridade judiciária envolvidos nisso. Mas, parece que a coisa não anda”, disse.
O presidente ainda fez referência ao próprio processo na Operação Lava Jato, afirmando que, no seu caso, houve maior celeridade. Lula ficou preso por 580 dias até que o STF declarasse a incompetência do então juiz Sergio Moro para julgar a ação.
As investigações sobre o Banco Master seguem em andamento e envolvem diferentes órgãos de controle e fiscalização.