Estudantes de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) decidiram aderir à greve nesta segunda-feira (11) e suspenderam parte dos atendimentos realizados no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP. O movimento reivindica mudanças nas condições de ensino prático e critica o programa “Experiência HCFMUSP na prática”, que cobra mensalidades superiores a R$ 8 mil para que alunos de instituições privadas realizem estágios na unidade hospitalar.
Segundo os manifestantes, estudantes da própria USP enfrentam restrições para acessar atividades práticas e campos de estágio, enquanto alunos pagantes conseguem participar das experiências oferecidas pelo hospital. Entre as pautas apresentadas pelos internos está a extinção imediata do programa.
Apesar da paralisação dos estudantes de medicina, os demais serviços hospitalares seguem funcionando normalmente. O Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP e o Hospital Universitário da USP foram procurados para comentar a mobilização e possíveis impactos nos atendimentos, mas ainda não se manifestaram. Caso haja posicionamento oficial, a matéria será atualizada.
A crise ganhou novos desdobramentos após uma ação da Polícia Militar do Estado de São Paulo realizada no domingo (10), para desocupar estudantes que ocupavam a reitoria da USP. De acordo com a corporação, quatro estudantes foram detidos e levados ao 7º Distrito Policial durante a operação.
Os alunos afirmam que a retirada ocorreu sem aviso prévio e sem apresentação de mandado judicial, o que aumentou a tensão entre os manifestantes e a universidade. A mobilização segue sendo acompanhada por entidades estudantis e movimentos ligados à área da saúde.