A Justiça Eleitoral determinou a cassação dos mandatos da prefeita de Cachoeirinha (RS), Jussara Caçapava (Avante), e do vice-prefeito Luis Carlos Azevedo da Rosa (PL), conhecido como Mano. A decisão foi assinada no último sábado (16) pela juíza eleitoral Suélen Caetano de Oliveira , que apontou abuso de poder político por parte da chapa eleita na eleição suplementar realizada em abril deste ano.
Jussara e Mano venceram o pleito com 22.595 votos, o equivalente a 43,39% dos votos válidos. Ao todo, a eleição registrou 58.173 votos, sendo 3.479 brancos (5,98%) e 2.617 nulos (4,50%).
A eleição suplementar foi convocada após o impeachment do então prefeito Cristian Wasem, do MDB. O município, que integra a 143ª Zona Eleitoral, conta com 102.143 eleitores aptos a votar.
De acordo com a sentença, a cassação está relacionada ao uso indevido da estrutura pública durante o período de campanha, prática considerada irregular pela magistrada. Apesar da decisão, o caso ainda pode ser analisado por instâncias superiores da Justiça Eleitoral.
Caso a decisão seja confirmada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Cachoeirinha deverá passar por uma nova eleição suplementar para escolher o prefeito e o vice que ficarão no comando do município até 31 de dezembro de 2028.
Em nota divulgada à imprensa, a defesa da prefeita e do vice afirmou ter recebido a sentença com surpresa. Segundo os advogados, os fatos citados na decisão estariam ligados a dois vídeos divulgados antes mesmo do início oficial do processo eleitoral.
A defesa informou ainda que irá recorrer da decisão. No comunicado, os advogados afirmaram respeitar o Ministério Público, o Poder Judiciário e as instituições democráticas, e garantiram que vão adotar todas as medidas legais cabíveis nas instâncias superiores.
A nota também destacou que a cidade volta a enfrentar um momento de instabilidade política e institucional, mas assegurou que a administração municipal seguirá funcionando normalmente, com responsabilidade e compromisso com a população.