O padre piauiense Françoá Rodrigues Figueiredo Costa , excomungado recentemente pela Igreja Católica, contestou a decisão do Vaticano em um vídeo publicado no último dia 11. Durante o pronunciamento, o religioso cita nominalmente sacerdotes condenados ou investigados por crimes sexuais no Distrito Federal para questionar a gravidade da sanção canônica aplicada ao seu caso.

Natural de Redenção do Gurguéia, no Sul do Piauí, Françoá afirmou que a punição seria inédita por ter sido motivada, segundo ele, por sua fidelidade à fé católica. No vídeo, ele compara sua situação com casos envolvendo religiosos acusados de abuso sexual.

“Pelo que me consta, é a primeira vez que Dom Paulo Cézar expulsa um sacerdote por ser católico. Porque normalmente o cardeal tem que expulsar sacerdotes por casos complicados, escândalos, normalmente contra a moral”, declarou o padre excomungado.

Françoá Costa citou cinco religiosos que, segundo ele, foram investigados. “Vou citar apenas cinco casos. Todos eles são públicos, podem pesquisar no jornal Metrópoles. O caso do padre Delson Zacarias, que estava no Lago Sul, pegou 44 anos de prisão por abusos sexuais e estupros. O caso do padre José Maria, que estava na Asa Sul, que foi pego em atos libidinosos homossexuais. O caso dos Freis Hoslan e Alex Nunes, daqui da Ceilândia, investigados por abusos sexuais a menores. Dom Valdir foi um sacerdote com cargos muito altos aqui em Brasília e foi promovido ao sagrado episcopado, e agora foi declarado réu por abusar de um padre”, mencionou.

Excomunhão

O religioso piauiense foi declarado em situação de cisma e excomungado pela Igreja Católica após decisão do Vaticano. A sanção foi aplicada em razão da adesão do sacerdote à Fraternidade Sacerdotal São Pio X (FSSPX), organização tradicionalista que mantém divergências históricas com a Santa Sé.

Segundo o entendimento do Vaticano, a vinculação formal à fraternidade caracteriza rompimento da comunhão com a autoridade do papa, podendo resultar em excomunhão.

Sem anúncio no momento