Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira, uma das primeiras brasileiras sancionadas pelos Estados Unidos desde que o Governo Donald Trump classificou o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho como organizações terroristas internacionais, deixou a prisão nesta terça-feira (7) por determinação da Justiça Federal. Ao todo, 13 investigados foram soltos, após a magistrada entender que não havia motivos para manter as prisões temporárias. Já Victor Henrique de Oliveira Shimada, apontado como um dos principais operadores financeiros do esquema, segue foragido e teve a prisão convertida em preventiva pela 7ª Vara Federal Criminal de Santos.

As prisões ocorreram na última sexta-feira (3), durante a Operação Exchange, deflagrada pela Polícia Federal dois dias após os Estados Unidos anunciarem sanções econômicas contra brasileiros e empresas supostamente ligadas ao PCC. Segundo a investigação, iniciada a partir de informações repassadas por autoridades norte-americanas, o grupo utilizava empresas de fachada e operações com criptoativos para lavar dinheiro do tráfico internacional de drogas.

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Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira

De acordo com a PF, Shimada liderava o núcleo financeiro da organização criminosa ao lado de familiares e colaboradores, entre eles Stella Stefanie, além de movimentar recursos por meio da empresa Victory Trading Intermediação de Negócios. Relatórios de inteligência financeira apontam cerca de R$ 1,9 bilhão em transações atribuídas ao grupo. Outro investigado citado é Ygor Fockink Savioli, preso nos Estados Unidos em 2023 pelo FBI sob acusação de lavagem de dinheiro e apontado como articulador da venda de drogas em parceria com Shimada.

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Victor Henrique de Oliveira Shimada

O relatório da Polícia Federal ainda descreve uma estrutura internacional de lavagem de dinheiro envolvendo operadores financeiros, especialistas em criptoativos, advogados, contadores e intermediários. Em nota, o advogado Yuri Cruz, que representa Victor Shimada e Stella Stefanie, informou que a defesa analisará a decisão que decretou a prisão preventiva de Shimada e adotará as medidas judiciais cabíveis para contestá-la, reafirmando o compromisso com o devido processo legal e o direito de defesa.