O ex-vereador do Rio de Janeiro, Carlos Bolsonaro (PL), pré-candidato ao Senado por Santa Catarina , criticou nesta quarta-feira (08) a nova operação de busca e apreensão realizada pela Polícia Federal na residência onde o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) cumpre prisão domiciliar, em Brasília. Em publicação na rede social X, ele fez um apelo em defesa do pai.

"Meu Deus do céu, meu Deus do céu…. Por favor, parem de torturar meu pai. Ninguém aguenta mais tanta perseguição, injustiça e tortura. Enquanto isso, o filho de Lula, o Lula e os chefes da facção não sofrem nenhuma cosquinha diante de todos os escândalos financeiros revelados diariamente", pontuou.

Foto: Caio César/CMRJ
Carlos Bolsonaro

Segundo o advogado de defesa de Jair Bolsonaro, João Henrique Freitas, a operação foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes , do Supremo Tribunal Federal (STF). Em publicação no X, o defensor informou que agentes da Polícia Federal cumpriram um novo mandado de busca e apreensão na casa do ex-presidente nesta quarta-feira.

De acordo com a defesa, a ordem judicial previa a procura por armas de fogo, munições, acessórios e documentos relacionados ao registro de armamentos. A diligência durou cerca de uma hora e, conforme o advogado, nenhum dos itens buscados foi localizado. A nova ação foi realizada depois que Alexandre de Moraes manteve a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro e determinou que todas as armas registradas em nome do ex-presidente fossem entregues à Polícia Federal.

A medida está relacionada a um episódio ocorrido na madrugada de 15 de junho, quando a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) apreendeu uma arma registrada em nome de Bolsonaro durante uma abordagem envolvendo um agente de segurança. O caso motivou a abertura de um inquérito e foi divulgado pelo portal Metrópoles, na coluna da jornalista Mirelle Pinheiro.

Em depoimento, Bolsonaro reconheceu ser o proprietário da arma apreendida e afirmou que o armamento permanecia em sua residência, no condomínio Solar de Brasília, durante o período de prisão domiciliar. Conforme o relato, o ex-presidente declarou que "tem três mulheres em casa" e que "não podia ficar desarmado".

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