Os cursos de Pedagogia e Licenciatura estão prestes a ter o ensino de inteligência artificial (IA) como conteúdo obrigatório, caso a diretriz seja aprovada pelo Conselho Nacional de Educação (CNE).
A proposta, apresentada por Celso Niskier, tem como objetivo preparar os futuros professores para lidar com os impactos da tecnologia no ambiente escolar. Relator do parecer para o ensino superior, Niskier argumenta que o texto não trata a IA como uma ameaça aos alunos. Pelo contrário: ele defende que a ferramenta deve evidenciar oportunidades, como a personalização da aprendizagem e a inclusão de alunos com deficiência. Para isso, ele afirma ser necessário formar professores capazes de atuar como mediadores do uso tecnológico em sala de aula.
A inteligência artificial já está presente em redes públicas e privadas. Em estados como São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo, a tecnologia é utilizada para correção de exercícios, atendimento automatizado e até análise de redações com base nos critérios do Enem.
De acordo com o conselho, a ideia é que a formação inicial dos professores inclua a IA como conteúdo obrigatório. Caberá às instituições de ensino decidir como inserir o tema, podendo optar por uma disciplina específica ou abordá-lo de forma transversal ao longo do curso.