A Felicidade pode estar muito perto

Conta a lenda que um homem todo dia, ao chegar do seu trabalho, sentava em um pequeno banco de madeira sob uma frondosa mangueira próximo a sua casa. De lá ele avistava um córrego perto, acompanhando o correr das águas, em especial, aquelas que contornavam duas grandes pedras ovais localizadas no centro do pequeno riacho. Em que pese a bela paisagem, o homem sentia-se insatisfeito e inquieto... Sentia-se ele infeliz com sua rotina e sonhava realizar mais, conhecer o mundo...

Imagem: ReproduçãoA Felicidade pode estar muito perto (Imagem:Reprodução)A Felicidade pode estar muito perto

Certo dia, ao repetir a sua rotina vespertina, cansado do dia de trabalho, dormiu. Em sonho, uma voz lhe dizia que ele deveria viajar, sair o mais rápido que pudesse de sua cidade. Ao acordar, o homem, de imediato, lembrou do inusitado sonho. Mas, viajar para onde?

O sonho veio a repetir-se sem dar maiores detalhes de destino ou até mesmo itinerário. Sem entender por completo o significado do sonho, resgatou os antigos sonhos de aventura e pôs-se a caminhar, sem destino certo.

Passaram-se os anos e o homem continuou a sua jornada. Às vezes demorava-se mais em um lugar; em outros, sua estada era rápida, mas de todos os eventos guardava o que aprendera e tornava-se a cada dia que passava menos inquieto e insatisfeito.

Certo dia, já com saudades de sua antiga jornada diária, pousou em um pequeno hotel. Antes de seguir viagem no dia seguinte, ao realizar o desjejum com os outros viajantes, ouviu de um deles que havia sonhado e visto que havia um grande tesouro enterrado embaixo de uma frondosa mangueira, que se localizava perto de um riacho com duas grandes pedras ovais ao centro.

Ao ouvir o narrado pelo conhecido de viagem, o homem decide que era aquela a hora de voltar para o único lugar no qual havia sido verdadeiramente feliz.

Boa sorte a (nós) todos.
Eusébio/CE, 13 de maio de 2013
José Anastácio de Sousa Aguiar


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Sobre o autor

Anastácio Aguiar é Psicanalista, Hipnólogo e Terapeuta de vidas passadas e escreve a Coluna desde 2008.