Burocracia na abertura de empresas é alvo de debates em Teresina

A burocracia em todo o processo de abertura de uma empresa no Piauí foi alvo de debate na Câmara Municipal de Teresina. Além de vereadores, profissionais da contabilidade, administração e representantes da prefeitura municipal de Teresina participaram da audiência.

O empreendedor em Teresina passa por um longo e cansativo processo até chegar a ter de fato sua empresa aberta e toda regularizada. Já conversei com muitos empresários e a reclamação que mais ouço é que o excesso de burocracia desestimula o empresário ou o coloca em situações estressantes, por isso acho de extrema importância trazer os setores envolvidos para discutir sobre esse assunto”, explicou o vereador Venâncio Cardoso (Progressistas), que solicitou a audiência.

Durante a audiência pública um dos problemas apontados pela classe dos trabalhadores em contabilidade é a questão do tempo. De acordo com os contadores, a demora leva muitos empreendedores a acreditar que o processo não caminha de forma rápida por incompetência do profissional em contabilidade, prejudicando assim sua reputação.

“Sou contador há 30 anos e posso garantir que antes era até mais fácil abrir uma empresa aqui em Teresina. Hoje tem consulta prévia, depois tem Junta Comercial, depois volta para ter o alvará da Prefeitura, em seguida Secretaria de Fazenda, sem falar do tanto de exigência em cada uma dessa etapas. Acredito que empresas se instalarem em Timon e José de Freitas é muito mais fácil. O processo tem que ser desburocratizado, só assim não haverá também a propina”, disse um contador.

De acordo com o superintendente da SDU/Leste, João Pádua, a Prefeitura de Teresina tem muito interesse em tratar bem o contribuinte e melhorar sua atuação. “A prefeitura tem o maior interesse em tratar bem seus contribuintes, mas tenho que dizer que nossa maior dificuldade na SDU hoje são as visitas in loco”, disse.

Encaminhamentos

O vereador Venâncio deu a proposta de dois encaminhamentos ao final da audiência pública. O primeiro deles é criação de um Grupo de Trabalho para montar um proposta concreta com todas as reivindicações e sugestões e levar o documento junto ao poder público municipal. De acordo com o vereador, esse grupo de trabalho estaria se reunindo rigorosamente toda semana, para que no prazo máximo de quatro semanas o grupo conclua o documento e oficialize as sugestões junto ao poder público municipal.

Outro encaminhamento foi estudar a viabilidade jurídica do contador ter a capacidade de reconhecer a autenticidade de documentos no âmbito do poder municipal. “Teresina tem uma lei, de minha autoria, que dá ao advogado poderes de autenticar cópias reprográficas de documentos. Acho justo estudar a viabilidade jurídica disso para os contadores também”, disse o vereador.

Fonte: Ascom

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Sobre o autor

Ricardo Moura Fé é jornalista. Noticias sobre economia & negócios. Contato: (86) 9976- 6945

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