EXCLUSIVO! Polícia interroga sob sigilo três vigilantes da Servi San sobre assassinato da estudante

Imagem: ReproduçãoClique para ampliarFernanda Lages Veras(Imagem:Reprodução)Fernanda Lages Veras
A polÍcia interrogou em segredo nas últimas horas três vigilantes da Servi San. Um deles, Edson Rodrigues, estava de serviço entre meia noite de quarta-feira e 6 horas da manhá da quinta, no interior da área do prédio do Ministério Público Federal em que a estudante Fernanda Lages Veras, de 19 anos, foi encontrada morta com uma pancada na nuca e muitas outras escoriações.Desde a noite de sexta-feira, a farda dos vigilantes e seus pertences estão sob exame da pericia criminal.

O segundo vigilante ouvido, Flaviano, estava de serviço na guarita da entrada do pátio interno de estacionamento do DNIT, na avenida João XXIII, separado do local em que Fernanda morreu por um muro de cerca de quatro metros de altura. Da guarita para a área onde a garota foi brutalizada, são no máximo 30 metros.

O terceiro vigilante interrogado, Rodrigues do Nascimento, não estava nas imediações  mas foi ouvido porque é fiscal e passou no local do crime às 2 horas da manhã, como determina a sua escala, para saber se tinha alguma alteração.

Ele disse aos policiais que ao passar pelo prédio do Ministério Público Federal, recebeu de Edson, a informação de que estava tudo bem.

Um servidor da Servisan informou a este jornalista que o vigilante Edson, assim como todos os outros que fazem trabalho semelhante, tinha a obrigação de verificar a área de meia e meia hora.

Não viu nem ouviu

Considerado a peça mais importante da investigação até o momento, o vigilante Edson Rodrigues, que era responsável pela segurança da área exclusiva do prédio do Ministério Público Federal e se encontrava bem mais perto do local do crime do que os dois vigias interrogados no inicio da investigação, disse inicialmente que não viu nem ouviu nada.

Edson e seus colegas foram liberados mas estão sob observação da polícia, que está "checando" todas as declarações que forneceram.Tanto o vigilante do prédio do Ministério Público Federal quanto o da guarita do DNIT, trabalham armados e fardados.

A área das construções

São duas construções de prédios públicos federais na margem direita da avenida João XXIII considerando o sentido centro/São Cristovão: uma do Ministério Público Federal, um prédio de quatro andares que está em fase de acabamento; e outra do edificio sede da Justiça do Trabalho iniciada no final do ano passado e que se encontra nas fundações, com algumas colunas levantadas.

A obra do Ministério Público Federal é tocada pela Construtora Andrade Gutierrez.Esta tem segurança privada, prestada pela empresa Servisan.A da sede da Justiça do Trabalho, tocada pela Vanguarda Engenharia Ltda, fica vizinho, mas seus vigilantes não são profissionais, parecem recrutados pela propria construtora.Foi um deles que disse não ter certeza se era uma ou duas pessoas passando pelo portão.

Ocorre que as duas obras têm entradas diferentes.Na do Ministério Público Federal, só se entra a partir das 18 horas se o vigilante profissional da Servisan autorizar.Na outra, existe por dentro do precário portão, uma guarita improvisada mas durante a noite o vigia de servço prefere ficar no canteiro de obras, nos fundos do terreno, localizado a pelo menos 200 metros da entrada.

A garota, segundo levantamento da policia, entrou pelo canteiro de obras do edificio da Justiça do Trabalho e chegou, sozinha ou acompanhada, nas instalações do prédio do Ministério Público Federal, através de uma passagem comum que existe nos fundos, onde encerra o muro que faz a divisão dos dois terrenos públicos.

Volta ao local
 
O diretor do Instituto de Criminalística, José Luis Sousa Filho. comandou pessoalmente, hoje pela manhã, um novo levantamento pericial no local do crime.Ele foi auxiliado pelos peritos criminais Roberto Carvalho e Marcelo.

À saída do local José Luis disse, ao se surpreender com a presença do repórter, José Luis disse que a investigação está em várias direções, "nada descartado, mas neste momento estamos aqui para fazer uma varredura minuciosa".Ele buscava, principalmente encontrar o instrumento com que Fernanda foi atingida mortalmente na nunca.

Existe outra linha de investigação,.seguida a partir de um telefonema anônimo, mas a revelação de qualquer detalhe pode acabar prejudicando o desvendamento do crime.Policiais "checam" a informação e já localizaram o endereço que foi fornecido.

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Sobre o autor

Bacharel em Direito, Feitosa Costa é jornalista desde 1977 e escreve a Coluna Política & Bastidores. Contato: (86) 98162 1515 / 99987 8114

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