Expressão ‘a polícia prende e o Judiciário solta’ nunca foi tão atual no PI

- atualizado

Enxugando gelo! É como a sociedade piauiense enxerga o trabalho das polícias quando se deparam com a soltura de acusados e criminosos pelo Poder Judiciário.

A situação incomoda a todos e é comum a expressão “a polícia prende e a Justiça solta".

A frase nunca foi tão atual, pra se ter uma ideia, no último dia 09 de fevereiro, dois acusados de sequestrarem uma funcionária do Banco do Brasil e obrigada a retirar uma grande quantidade de dinheiro do cofre da agência da CEAPI, tiveram revogadas as suas prisões preventivas.

Leonardo Oliveira da Costa, conhecido por “Leo Gordinho”, e Laisso Bispo Souza foram soltos pelo juiz da 8ª Vara Criminal de Teresina, Washington Luís Gonçalves Correia, mediante o pagamento de fiança no valor de 10 e 20 salários mínimos, respectivamente.

  • Foto: DivulgaçãoLaísso Bispo e Léo GordinhoLaísso Bispo e Léo Gordinho

O magistrado afirmou na decisão que, “constatou a possibilidade de conceder a liberdade provisória aos acusados mediante fiança e outras medidas, para assegurar o não cometimento de novos atos delitivos, merecendo mais uma chance de reintegrar-se à sociedade, por parte deste Juízo”.

Não, não queremos esses dois sequestradores reintegrados à nossa sociedade, juiz Washington Gonçalves. Eles não merecem uma nova chance. Na verdade, esses marginais vão se reintegrar em alguma organização criminosa para cometer “novos atos delitivos”.

Outro absurdo da decisão, pagamento de fiança de 10 a 20 salários mínimos. Valor irrisório ante aos crimes cometidos. Em um país sério, como os EUA essa gente pagaria fiança de milhares de dólares para responder ao processo em liberdade.

Esse é o triste quadro do judiciário piauiense.

Voltar para a home

Todo conteúdo, imagem e/ou opiniões constantes aqui neste espaço são de responsabilidade civil e penal exclusiva do colunista. O material aqui divulgado não mantém qualquer relação com a opinião editorial do GP1.

Sobre o autor

Herbert Sousa é jornalista. Contato: (86) 9 8806-8907 / (86) 9 9436-9811