Morte de Helder Feitosa ainda é mistério depois de 30 anos

- atualizado

Transcorridos exatos 30 anos do assassinato do jornalista Helder Feitosa Cavalcante, que tinha 47 anos quando foi assassinado, o resultado dos inquéritos que apuraram o crime nunca convenceram a amigos e muito menos a setores da população. O proprietário do jornal O Estado e das rádios Poty AM e FM, foi morto a tiros depois de lutar contra seus algozes, no seu quarto de dormir numa residência de dois andares localizada na Ininga.

Os homens que mataram Helder Feitosa entraram na sua residência, cuja rua, que fica por trás do Frango Leste, ainda não tinha sido pavimentada e era circundada por casebres. No final da noite do dia 27 de julho de 1987, renderam o vigia, um homem já de idade, e subiram para seu quarto. Ali, foi espancado, provavelmente a coronhadas e depois alvejado, Helder ainda respirava quando o vigia acionou o jornalista Montgomery de Holanda, ex-editor de O Estado e diretor das emissoras de rádio.

Montgomery ainda socorreu Helder com vida e o colocou em seu carro e partiu para o Hospital Getúlio Vargas com um funcionário do jornal, mas quando passavam pela ponte que liga a João XXIII à avenida Frei Serafim, o funcionário avisou: "Sr.Montgomery, o Dr.Helder morreu".

Exclusivas

Dois inquéritos

A morte de Helder Feitosa deu origem a dois inquéritos. O primeiro pela Polícia Civil e o segundo, tempos depois, pela Polícia Federal, acionada após manifesta insatisfação da família e de amigos.

Contratação de Aidano

O governo então comandado pelo falecido Alberto Silva, contratou Aidano Farias, que chegou a Teresina de Brasília com fama de quem tinha esclarecido a morte do jornalista Mário Eugênio, abatido na capital Federal depois de denunciar desmandos da Polícia local.

Três inocentes

O máximo que Aidano conseguiu em Teresina foi acusar três inocentes de participação no crime. Nikita, Parcifal e Paulo Cabral, foram apontados, mas só foram presos os dois primeiros.

Parcifal torturado

Até hoje o Estado nunca indenizou Parcifal, que foi comprovadamente torturado pela equipe de Aidano sem ter qualquer envolvimento com o crime.

Sobre o hotel de José de Freitas

O secretário de Esportes de José de Freitas, vereador do PDT José Luís, amigo antigo deste repórter, ligou na manhã de ontem para assegurar que o prefeito Roger Linhares, nunca "cedeu" o hotel municipal para ser transformado em residência do secretário de Cultura e seus amigos.

Centro administrativo

  • Foto: Facebook/Roger LinharesPrefeito Roger LinharesPrefeito Roger Linhares

Com educação e fineza, José Luís explicou que na realidade o prefeito Roger Linhares transformou o hotel municipal num centro administrativo, dando utilidade a um local que estava praticamente abandonado pela administração anterior.

Comprometido

O vereador José Luís garantiu que o prefeito de Roger Linhares é um gestor absolutamente comprometido com os interesses da população e disposto a fazer uma gestão marcante no município.

Cabeças mais arejadas

Teresina precisa de cabeças mais arejadas que pensem coletivamente.A resistência de alguns empresários à obra da prefeitura na avenida Nossa Senhora de Fátima de consolidação do espaço nas calçadas para pedestres não é civilizada. Ninguém é dono de calçada, calçada é do povo.

E a demagocia continua

Demagôgos continuam com o discurso de "ressocialização" de criminosos crueis. Sabem muito bem que isso não é possivel mas insistem no discurso ideologico porque ainda não viveram momentos terriveis como as familias que já perderam pessoas qujeridas para as balas de facínoras.

Bolsonaro avança

Jair Bolsonaro avança a cada dia que passa porque defende (e não é de hoje) leis mais duras para assassinos crueis, estupradores, sequestradores e pedófilos.

Vamos acabar

Vamos acabar com a demagocia: não há ressocialização para matador de velhinhos, de crianças, estupradores, pedófilos e sequestradores. Eles só vão parar se souberem que passarão pelo menos uns 30 anos na cadeia.

Ninguém suporta

Ninguém suporta mais a falácia de que o criminoso cruel teve uma infância sofrida, viu a desavença da família e por isso entrou para o tráfico, o assalto a mão armada. Quem diz isso sabe que não é verdade. Se fosse assim a imensa maioria dos brasileiros estava com uma pistola na mão matando velhinhas e crianças no meio da rua.

Mais conteúdo sobre:
Voltar para a home

Todo conteúdo, imagem e/ou opiniões constantes aqui neste espaço são de responsabilidade civil e penal exclusiva do colunista. O material aqui divulgado não mantém qualquer relação com a opinião editorial do GP1.

Sobre o autor

Bacharel em Direito, Feitosa Costa é jornalista desde 1977 e escreve a Coluna Política & Bastidores. Contato: (86) 98162 1515 / 99987 8114