O depoimento de Lula no contexto político

- atualizado
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* Por Júlio César Cardoso

Com apoio de parlamentares, o PT transformou o depoimento de LULA em ato político, com demonstrações intimidativas em Curitiba.

O país está precisando sofrer uma intervenção não só para resgatar os valores da República como também para frear os movimentos subversivos político-partidário, que tentam blindar elementos inescrupulosos e sobejamente envolvidos em práticas irregulares na esfera pública, como expõe as delações da Lava-Jato.

É inadmissível que parlamentares em pleno dia de trabalho se ausentem de suas funções para prestar solidariedade a um depoente. A falta ao serviço é um desrespeito ao contribuinte, que banca a despesa de políticos gazeteiros e que por isso não merecem nenhuma consideração da sociedade.

A presença de parlamentares federais em Curitiba em desvio de função de atividades é um mau exemplo de conduta ética e moral incompatível com a seriedade que se espera de um representante do povo.

Como o nosso atual parlamento federal é dirigido e apoiado por maioria de políticos desmerecedores dos mandatos que exercem, punição aos políticos gazeteiros é uma expectativa fora de contexto.

Mas o que se presenciou no depoimento de LULA foi a sua audaciosa tentativa de empulhar o juiz Sérgio Moro ao negar veementemente fatos e atos ilícitos cristalinos a ele atribuídos e transferir responsabilidade a sua falecida esposa.

Por exemplo, (1) conforme afirmou, Lula jamais teve a intenção de adquirir tríplex, mesmo porque sua falecida esposa não gostava de praia, embora ambos já foram fotografados em regalo na praia; (2) se Lula não tinha a intenção de adquirir o imóvel, por que ele, esposa e filhos foram visitar o tríplex, mais de uma vez, inclusive fazendo recomendação de melhorias, as quais foram atendidas pela OAS?

Lula, na verdade, é um proprietário oculto de seu patrimônio, como ficou comprovado pelas confissões da Odebrecht e OAS de que as empreiteiras mantinham uma conta secreta para a manutenção das despesas de Lula.

A verdade é que as digitais do chefão LULA estão comprovadas por sua atuação irregular e agora testemunhados por elementos de confiança de sua relação governamental e empresarial, que serviram de apoio para alavancar e fornecer recursos para as campanhas políticas do PT, bem como para suprir as necessidades financeiras de Lula, filho, sobrinho e irmão. Se o ex-presidente não tem culpa em cartório, então, melhor seria logo decretar-se a República da Odebrecht.

A história do Brasil dá conta de que os eternos donos do poder roubam e continuam a saquear os cofres públicos com a complacência de cidadãos, que infelizmente continuam a eleger elementos identificados com o brocardo popular de que “ele rouba, mas faz”. Enquanto isso, a sociedade é chamada a bancar a despesa de políticos corruptos em um país de alta carga tributária, que não dá qualidade à sua educação, saúde, segurança etc.

Júlio César Cardoso

Bacharel em Direito e servidor federal aposentado

Balneário Camboriú-SC

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