Senador Romário também joga no campo político

  • Foto: DivulgaçãoJúlio César CardosoJúlio César Cardoso

*Por Júlio César Cardoso

O senador Romário ( PSB-RJ) está impossível, já emplacou duas diretorias, indicando os  seus protegidos, amigos ou  correlatos a FURNAS e a ELETRONUCLEAR. 

É lamentável que uma das raízes da corrupção continue a prosperara diante de tantos escândalos. Pois bem, os irremediáveis políticos permanecem regendo as indicações aos cargos das empresas públicas sem nenhum escrúpulo. Depois não querem ser penalizados por desvios de condutas de seus apaniguados. Será que o fator meritocracia técnica foi observado por Romário? Duvidamos...

Parlamentar tem que exercer o seu mandato fiscalizando o governo e votando as leis de interessa da nação e não atuando paralelamente em seu balcão de negócios. E o exemplo presente de corrupção e de depreciação de uma empresa pública é a Petrobras, vítima de indicações políticas aos seus cargos de direção.

O político nacional está muito mal-acostumado. Pensa que é dono do mandato, não respeita o eleitor e foge de suas obrigações parlamentares para desavergonhadamente indicar seus protegidos a cargos nos governos e/ou empresas públicas, com  o objetivo especioso de obter alguma vantagem. O fisiologismo político abastece a corrupção.

Já passa da hora de ser proibida a indicação política para preenchimento de cargos nos governos e/ou nas instituições públicas. A operação Lava Jato provou e comprovou os malefícios da indicação política na administração pública. Por que o Congresso Nacional, em nome da decência, da ética e da moralidade, ainda não tomou providências?

Assim, o senador Romário deveria ser mais responsável com o exercício do mandato e não utilizá-lo como trampolim  para alçar aos cargos públicos os seus apaniguados.

*Júlio César Cardoso é bacharel em Direito e servidor público federal aposentado​

Balneário Camboriú-SC

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