Sobre nuvens e impermanência

- atualizado

Poucas realidades do nosso cotidiano (Relativo) representam tão bem a Impermanência como as Nuvens. O seu caráter sabidamente transitório torna as nuvens um dos mais belos espetáculos da natureza, entretanto por mais que queiramos não conseguimos eternizá-las, a não ser cristalizando-a numa fotografia. Entretanto, se a imobilizamos com a ajuda de um aparelho retiramos dela sua principal característica - a transitoriedade, a efemeridade, a impermanência.

Pois bem, o mesmo parece ocorrer com a vida de cada um de nós, que é unicamente constituída de momentos, tão efêmeros e transitórios quanto as nuvens. Ao tentar retê-los, invariavelmente enveredamos no Apego, alimento base da Consciência Egóica, e assim, deixamos de desfrutar do fluxo da vida (o Agora).

Somente a ampliação da consciência, por meio do autoconhecimento e do verdadeiro entendimento dos conceitos da Aceitação e Não-resistência, bem como pela incorporação da Gratidão e Perdão na vida diária, nos permitirá o acesso às infinitas possibilidades da frequência dos milagres.

José Anastácio de Sousa Aguiar

Voltar para a home

Todo conteúdo, imagem e/ou opiniões constantes aqui neste espaço são de responsabilidade civil e penal exclusiva do colunista. O material aqui divulgado não mantém qualquer relação com a opinião editorial do GP1.

Sobre o autor

Anastácio Aguiar é Psicanalista, Hipnólogo e Terapeuta de vidas passadas e escreve a Coluna desde 2008.