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Coronavírus no Piauí

Artistas bloqueiam Avenida Frei Serafim em protesto contra decreto estadual

O decreto do governador Wellington Dias proíbe música ao vivo em bares e restaurantes até o dia 21 de fevereiro.

Lucas Dias/GP1 Manifestação contra decreto do Governo do Estado Manifestação contra decreto do Governo do Estado
Lucas Dias/GP1 Classe artística bloqueia a Ponte JK Classe artística bloqueia a Ponte JK
Lucas Dias/GP1 Artistas realizam manifestação na Ponte JK em Teresina Artistas realizam manifestação na Ponte JK em Teresina
Lucas Dias/GP1 Jackstênio Jackstênio
Lucas Dias/GP1 Rejane Menezes Rejane Menezes
Lucas Dias/GP1 Ponte JK interditada no sentido centro-leste Ponte JK interditada no sentido centro-leste
Lucas Dias/GP1 Artistas bloqueiam Ponte JK Artistas bloqueiam Ponte JK
Manifestação contra decreto do Governo do Estado
Classe artística bloqueia a Ponte JK
Artistas realizam manifestação na Ponte JK em Teresina
Jackstênio
Rejane Menezes
Ponte JK interditada no sentido centro-leste
Artistas bloqueiam Ponte JK

Mais de 50 pessoas da classe artística de Teresina estão fazendo manifestação, na manhã desta quinta-feira (28), na Avenida Frei Serafim, contra o decreto do governador Wellington Dias que proíbe música ao vivo em bares e restaurantes até o dia 21 de fevereiro. Eles bloquearam a avenida em frente ao antigo Bom Preço e seguiram até a Ponte JK onde bloquearam no sentido leste-centro.

A cantora Japa diz que a categoria só quer retornar com os shows, mas cobrou que haja fiscalização por parte do poder público. "O objetivo do movimento é a gente arrumar uma solução para a nossa classe, já que o Governo não deu nenhuma solução. A gente tá pedindo a volta das bandas em bares e restaurantes em pequena escala e com fiscalização, que é importante", afirmou.

"Em não sendo possível o retorno a gente quer um auxílio porque tiraram nosso direito de trabalhar e não falam em auxílio nenhum. Nós vamos viver de quê?", questionou a cantora.

A produtora musical, Rejane Menezes, criticou o fato dos bares e restaurantes continuarem abertos e os músicos serem proibidos de trabalhar. "Saiu o decreto que os restaurantes podem ficar abertos até 23 horas, no entanto, não pode ter música ao vivo, e a pessoa que depende do cachê, um artista que toca na noite, o técnico de som, de luz essas pessoas que trabalham que vivem da música? Vão ficar mais uma vez parados sem auxilio, sem ajuda?", disparou.

“Nós só queremos ter o direito de trabalhar, o que justifica um restaurante aberto, e não ter música ao vivo? O que tem a ver a música com o fato de controlar a pandemia? Há 2 meses os políticos estavam fazendo reuniões, carreatas, passeatas, tudo lotado e de uma hora pra outra eles proíbem a gente de trabalhar? A gente pede que o governo, prefeitura escutem as nossas reivindicações", pediu Rejane.

O humorista Jackstênio Rodrigues, um dos organizadores do movimento, falou que até o momento nenhum representante do poder público foi conversar com a classe. "Passamos quase um ano parados, voltamos há pouco tempo, teve a primeira parada do lockdown, e agora a segunda parada, poxa, estão parando nossa vida, a gente tem nossa família, temos alugueis, temos contas e até agora não chegou nenhum representante da prefeitura e nem do governo para falar com os artistas, estamos abandonados", declarou.

O decreto

Wellington Dias assinou na noite de terça-feira (26) o novo decreto que restringe os horários de funcionamento do comércio durante o período de Carnaval no Piauí. A medida vigora até o dia 21 de fevereiro e atinge também os shoppings, restaurantes, bares e proíbe a realização de qualquer festividade carnavalesca.

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