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Coronavírus no Piauí

FMS destina Hospital Mariano Castelo Branco para tratamento pós-covid

O presidente da FMS, Gilberto Albuquerque, disse que está sendo feita uma avaliação para implementação imediata do serviço.

A covid-19 é uma doença que pode trazer sequelas a curto e longo prazo, e muitas pessoas precisam de tratamento mesmo após receberem alta das UTIs. Por isso, a Fundação Municipal de Saúde (FMS) está preparando o Hospital Mariano Castelo Branco, na zona Norte de Teresina, para dar continuidade ao acompanhamento destes pacientes pela rede municipal.

Estes leitos serão reservados para que os pacientes, após o tratamento intensivo da covid-19, possam ter um local para concluir sua recuperação ou fazer tratamento de alguma sequela que possa ser recuperada de imediato em ambiente hospitalar. O presidente da FMS, Gilberto Albuquerque, conta que no momento está sendo feito o estudo para avaliar as necessidades de profissionais e leitos para a implementação imediata do serviço.

Foto: Ascom/FMSHospital Mariano Castelo Branco, zona norte de Teresina
Hospital Mariano Castelo Branco, zona norte de Teresina

Ele lista alguns problemas que já foram observados nestes pacientes, decorrentes da doença ou do longo tempo de internação. “Temos por exemplo casos de dificuldade de deglutição, pois eles passam muito tempo entubados e desenvolvem dificuldade, então deveremos ter uma equipe de fonoaudiólogos tratando esses casos. Problemas pulmonares que precisem fazer exercício, bem como alguns órgãos que ficam parados por muito tempo e apresentam dificuldade de retomar o movimento, vão precisar de fisioterapia para fortalecer a musculatura respiratória e do esqueleto osteoarticular. Também observamos sequelas oftalmológicas imediatas, entre outras, e estamos montando a equipe conforme a necessidade”, afirma Gilberto Albuquerque.

O presidente da FMS explica ainda que estas pessoas não transmitem mais o vírus e passam a ser consideradas pacientes normais, então sua transferência para o Hospital Mariano Castelo Branco é segura. “Escolhemos um hospital com taxa de ocupação baixa, que pode assim ser aproveitado para o bem da população”, justifica.

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