O presidente estadual do MDB, senador Marcelo Castro , confirmou nesta segunda-feira (24) que a fusão cruzada entre MDB e PSD será mantida para as eleições de 2026, apesar do desgaste interno gerado pela falta de sintonia entre os grupos que compõem a aliança. Segundo o emedebista, não há possibilidade de rompimento e o entendimento entre as siglas foi restabelecido após discussões ocorridas nos últimos dias.
Em declaração dada após reunião com a cúpula do MDB, Marcelo Castro afirmou que dirigentes e lideranças dos dois partidos chegaram a um consenso para manter o acordo, que prevê candidaturas do MDB para deputado estadual e do PSD para deputado federal. O senador reconheceu que houve um episódio de tensionamento interno, mas avaliou que situações desse tipo fazem parte da rotina política e que o alinhamento entre os partidos foi retomado sem pendências.
“Foi reafirmado por todos os membros do MDB, do PSD, para nós continuarmos com a nossa fusão cruzada, tanto para deputado estadual quanto para deputado federal. Isso aqui está acertado, não tem ruído, teve um problema, mas isso é do jogo da política, isso é normal, isso acontece em qualquer partido político, mas as coisas estão assentadas, estão resolvidas e nós vamos continuar, todos os candidatos pelo MDB na estadual e todos os candidatos pelo PSD na federal”.
A origem da crise está na disputa pelas vagas de deputado estadual, especialmente pela percepção de que o PSD, que reúne ex-prefeitos e nomes competitivos, poderia ameaçar parlamentares do MDB que buscam a reeleição. Como o MDB será a sigla responsável por abrigar as candidaturas à Assembleia Legislativa, lideranças internas consideravam que a estrutura partidária estava sobrecarregada.
A possibilidade de ruptura chegou a ser cogitada nos bastidores, o que levou as duas legendas a recalcular seus potenciais desempenhos caso seguissem caminhos separados. Pelas projeções internas, o PSD teria condições de conquistar até cinco cadeiras na Assembleia Legislativa, enquanto o MDB poderia alcançar cerca de dez assentos, números que contribuíram para a decisão de manter a aliança até as eleições.