O MDB no Piauí decidiu restringir novas filiações para preservar os mandatos de seus parlamentares que buscarão a reeleição em 2026. A medida ocorre em meio ao processo de fusão cruzada com o PSD, comandado pelo deputado federal Júlio César, que permitirá a entrada de aliados pessedistas e também de deputados que deixarão o Progressistas (PP).
O objetivo é organizar a chapa proporcional sem riscos de comprometer o espaço dos atuais quadros da legenda. À frente da montagem da chapa, o deputado estadual João Mádison , líder emedebista, tem conduzido um processo de definição dos nomes.
Os espaços considerados viáveis para disputar o pleito estão cada vez mais limitados e o partido já recusou até mesmo vereadores de Teresina com potencial de votação expressiva. A estratégia visa evitar que o excesso de candidatos provoque perdas de mandatos dentro da bancada estadual.
Atualmente, o MDB possui a segunda maior bancada da Assembleia Legislativa do Piauí, com nove deputados. A meta para 2026 é ampliar essa representação para 12 parlamentares, mantendo a força dos principais líderes da sigla e abrindo espaço para absorver quadros do PSD.
Dentro desse cenário, o MDB trabalha para atrair nomes de deputados em processo de saída do PP, como Gracinha Mão Santa, Bárbara do Firmino e Marden Menezes. Esses parlamentares devem reforçar a chapa proporcional ao lado dos aliados vindos do PSD.