O presidente municipal do Partido dos Trabalhadores em Teresina, vereador João Pereira , afirmou nesta terça-feira (10), em entrevista ao GP1 , que o PT não tem responsabilidade de autorizar ou impedir a formação de chapas proporcionais por partidos da base aliada. A declaração ocorre em meio à discussão sobre a possibilidade de o Republicanos montar uma chapa própria para disputar cadeiras na Assembleia Legislativa do Piauí (Alepi), fora da estratégia defendida por parte da base de concentrar candidaturas apenas no PT e no MDB.

Segundo o dirigente, a atuação do PT em relação à organização de chapas está restrita à federação partidária formada com PV e PCdoB. João Pereira explicou que, dentro dessa estrutura, as decisões são compartilhadas entre as três siglas, que passam a atuar como um único bloco nas eleições proporcionais. Fora desse grupo, ele afirmou que cada partido aliado tem autonomia para organizar sua estratégia eleitoral.

Foto: Lucas Dias/GP1
Vereador João Pereira

“Não compete ao PT dar aval em partidos na base aliada. O PT dá aval, no PT e nos partidos da federação, que são o PV e o PCdoB, que se tornam um único partido. Então o PT não vai dar aval a nenhum partido fora da federação, porque não compete a ele”, declarou o parlamentar.

João Pereira também mencionou o papel do governador Rafael Fonteles e do ministro Wellington Dias na condução das conversas, que ocorre por meio do diálogo entre os partidos da base, que atualmente reúne 11 siglas. O dirigente afirmou que considera natural a movimentação de legendas para montar suas chapas, desde que as definições estejam alinhadas com a estratégia política do grupo liderado pelo governador e pelas demais lideranças da base.

“Olha, eu acredito que o governador, pela sua capacidade de diálogo com todos os partidos da federação, com a base aliada, e nenhuma imposição de nenhum partido, não pode ter imposição. Quem faz política não faz com imposição. Por isso, o governador Rafael tem acertado, juntamente com o ministro Wellington Dias, que são os dois maiores líderes institucionais e do Partido dos Trabalhadores aqui no nosso Estado. Então, eu vejo qualquer movimentação de chapa, eu vejo de forma natural. Até porque os partidos têm suas autonomias internas de montar a sua estratégia. Uma vez montada a sua estratégia em consonância com a estratégia maior do governador Rafael, do ministro de Wellington Dias, dos senadores, dos deputados estaduais, uma vez acertada essa estratégia, está tudo perfeito. Não vejo problema não. O PT terá a sua estratégia, os outros partidos terão as suas. E isso é importante porque unifica a linguagem para que, na hora em que forem apresentados os projetos, a população possa decidir. Por isso eu vejo com naturalidade qualquer estratégia política dentro desse grupo de 11 partidos”, pontuou o dirigente.

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