A disponibilização de novelas e programas antigos no Globoplay tem motivado ações judiciais de atores e atrizes contra a Globo . Os artistas alegam que não recebem valores proporcionais pelas reexibições de obras em plataformas digitais. Ao menos três casos desse tipo foram registrados no último ano.
O episódio mais recente envolve o ator Victor Fasano, que participou de produções como “Barriga de Aluguel”, “O Clone” e “Caminho das Índias”. Segundo documentos, Fasano acionou a Justiça por causa da inclusão de “O Clone” no streaming, afirmando que recebeu quantias consideradas baixas e solicitando revisão contratual.
A Justiça do Rio de Janeiro notificou a emissora na semana passada e aguarda a apresentação da defesa. Procurada, a Globo informou que não comenta processos judiciais em andamento. Os advogados de Fasano não se manifestaram até o momento.
Outro caso citado é o da atriz Maria Zilda Bethlem, que move ação semelhante no Tribunal de Justiça do Rio. Ela afirma que atuou por quatro décadas na emissora e que, à época dos contratos, não havia previsão legal ou cláusulas específicas sobre remuneração por reprises na TV paga ou no streaming.
Também integra esse grupo o cantor Conrado, sucesso nos anos 1980, que alega não ter recebido valores por reexibições do programa humorístico “Os Trapalhões”, no qual atuou entre 1990 e 1994. O processo tramita na Justiça do Rio de Janeiro e segue em fase de análise.