Nesta quinta-feira (4), o atacante Bruno Henrique , do Flamengo , passou a responder como réu por estelionato no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT). A decisão foi tomada de forma unânime, após o colegiado acolher um recurso do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT). Além do jogador, também foram denunciados seu irmão, Wander Nunes, a cunhada Ludymilla Araújo e outras seis pessoas.
O processo está relacionado ao cartão amarelo recebido por Bruno Henrique em partida contra o Santos, válida pela Série A do Campeonato Brasileiro, realizada no estádio Mané Garrincha, em Brasília, em 1º de novembro de 2023.
Este não é o primeiro desdobramento judicial do caso. Em julho deste ano, o atleta já havia se tornado réu por fraude esportiva, após a 7ª Vara Criminal de Brasília aceitar denúncia apresentada pelo MPDFT. Segundo a nova decisão da Justiça, as investigações apontam para uma “possível intenção do jogador na ação que resultou na advertência disciplinar durante o jogo”.
Sanções na esfera esportiva
No âmbito desportivo, Bruno Henrique já havia sido suspenso por 12 partidas pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). Posteriormente, o Pleno do Tribunal revisou a punição e estabeleceu uma multa de R$ 100 mil ao atleta.
Após cumprir as exigências da Justiça Desportiva, o atacante foi liberado para atuar e teve papel decisivo nas campanhas que culminaram nos títulos do Brasileirão e da Libertadores, conquistados recentemente pelo Flamengo sob o comando de Filipe Luís.