O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) recebeu, nos últimos dias, uma denúncia anônima que acusa o São Paulo Futebol Clube de gestão temerária – quando o dirigente utiliza o clube de forma imprudente ou com intenção deliberada de causar prejuízos à instituição ou a terceiros. O órgão solicitou esclarecimentos à diretoria tricolor e avalia a abertura de um inquérito para investigar os fatos apontados.
Em nota divulgada nas redes sociais, o São Paulo confirmou ter respondido ao pedido do MP e afirmou que permanece à disposição para fornecer novas informações. “O São Paulo Futebol Clube respondeu a pedido de esclarecimentos encaminhado pelo Ministério Público a partir de fonte anônima, a respeito de atos realizados e aprovados pela atual gestão do Clube e seus órgãos de governança interna. O São Paulo segue à disposição para eventuais novas informações e demais esclarecimentos que o órgão julgue necessários, de forma transparente e à luz dos procedimentos legais cabíveis”, escreveu o clube.
O que diz a denúncia
A denúncia anônima aponta quatro possíveis irregularidades dentro da atual administração tricolor: Déficit de R$ 287,64 milhões na temporada de 2024; Venda de atletas das categorias de base por valores considerados baixos; Proposta de parceria com a Galápagos Capital, que envolveria 30% do Centro de Formação de Atletas de Cotia; Suposta interferência de Julinho Casares, filho do presidente Julio Casares, por ser sócio de um empresário que atua com jogadores da base.
Defesa do clube contesta acusações
O advogado Guilherme Salutti, responsável pela defesa do São Paulo, afirmou que a denúncia se baseia nessas quatro situações, mas que não há elementos que caracterizem gestão temerária. Segundo ele, todos os atos citados foram aprovados pelos órgãos internos de governança e ocorrem dentro da legalidade.
O São Paulo reforçou que manterá postura de transparência durante o processo e que está à espera da decisão do Ministério Público sobre instaurar ou não um inquérito.