O São Paulo vive um dia decisivo nesta sexta-feira (16). A partir das 18h30, o Conselho Deliberativo do clube se reúne para votar o pedido de impeachment do presidente Julio Casares , que pode resultar em seu afastamento do comando do Tricolor.

A votação será realizada em duas etapas. Na primeira, participam os 255 conselheiros do clube. Para que Casares seja afastado de forma provisória e o processo avance, são necessários dois terços dos votos favoráveis do Conselho Deliberativo, o equivalente a 171 votos.

Foto: Pedro França/Agência Senado
Julio Casares

Caso esse número seja alcançado, o presidente será afastado temporariamente e o processo seguirá para a assembleia geral, na qual os sócios do clube terão a palavra final sobre a destituição definitiva. Essa segunda fase poderá ocorrer em até 30 dias após a votação do Conselho.

A sessão desta sexta será coordenada por Olten Ayres, presidente do Conselho Deliberativo. A votação é secreta e acontecerá de forma presencial, nas dependências do clube.

Entenda o pedido de impeachment

O pedido de impeachment contra Julio Casares tem como base uma denúncia tornada pública em dezembro do ano passado, que aponta um suposto esquema irregular na comercialização de camarotes do Morumbis durante eventos e shows. Segundo a acusação, estariam envolvidos Douglas Schwartzmann, diretor adjunto das categorias de base do São Paulo, e Mara Casares, diretora feminina, cultural e de eventos do clube e ex-esposa do presidente.

Quem assume em caso de afastamento

Se o impeachment for aprovado, o estatuto do São Paulo prevê que a presidência seja assumida pelo vice-presidente, primeiro na linha de sucessão. Nesse cenário, o cargo ficaria com Harry Massis Júnior, empresário de 80 anos, vice desde 2021 e sócio do clube há 61 anos.

Sem anúncio no momento

Caso o número mínimo de votos não seja atingido na votação desta sexta-feira, Julio Casares permanece no cargo até o fim de seu mandato, previsto para encerrar no final deste ano.