Julio Casares não ocupa mais a presidência do São Paulo . O agora ex-dirigente oficializou sua renúncia ao cargo nesta quarta-feira (21), poucos dias após o Conselho Deliberativo aprovar a abertura do processo de impeachment. O anúncio foi feito por meio das redes sociais do próprio ex-presidente.

Com a saída de Casares, a presidência do clube passa a ser exercida por Harry Massis Júnior, vice-presidente desde 2021. Aos 80 anos, Massis assumirá o comando do Tricolor até o fim de dezembro. Sócio do São Paulo há 61 anos, ele possui longa trajetória na vida política do clube, com passagens por diferentes cargos administrativos ao longo das últimas décadas.

A renúncia ocorre em meio a uma série de denúncias que envolvem a gestão de Casares, incluindo suspeitas de comercialização irregular de camarotes no Morumbis e movimentações financeiras atípicas em seu nome. As denúncias são alvo de investigação policial. Com a decisão de deixar o cargo, Casares mantém seus direitos políticos no clube, que só seriam suspensos em caso de impeachment consumado.

Julio Casares presidia o São Paulo desde 2021, quando venceu a eleição contra Roberto Natel. Em 2023, foi reconduzido ao cargo sem concorrência, iniciando um novo mandato após ampla aprovação dos conselheiros. No entanto, a crise institucional se intensificou nos últimos meses, culminando na votação do Conselho Deliberativo que aprovou o impeachment por ampla maioria, com 188 votos favoráveis entre os 223 conselheiros presentes.

Harry Massis Júnior, que assume interinamente a presidência, é conselheiro vitalício do clube e figura histórica nos bastidores são-paulinos. Ele já atuou como diretor adjunto de futebol no início dos anos 2000, período em que acompanhou a ascensão de Kaká, e também integrou a diretoria administrativa nas campanhas vitoriosas dos Mundiais de Clubes de 1992 e 1993. Com a renúncia de Casares, o processo não seguirá para a Assembleia Geral de Sócios.

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