Em comunicado divulgado na noite dessa segunda-feira (11), o Palmeiras informou que a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) admitiu um erro da arbitragem na anulação do gol de Bruno Fuchs no empate diante do Remo, no último domingo, no Mangueirão, pela 15ª rodada da Série A do Campeonato Brasileiro 2026.
O lance aconteceu aos 50 minutos do segundo tempo, quando o zagueiro balançou as redes e colocou o Verdão em vantagem nos instantes finais da partida. No entanto, o árbitro Rafael Klein anulou o gol após entender que Flaco López teria cometido toque de mão na disputa com um defensor adversário antes da sobra para Fuchs finalizar. A decisão gerou forte reclamação dos jogadores palmeirenses.
Após o confronto, o diretor de futebol do Palmeiras, Anderson Barros, criticou a atuação da arbitragem durante entrevista coletiva. Segundo ele, as imagens mostram que a bola desviou primeiro no defensor do Remo antes de tocar na mão de López, o que, em sua avaliação, invalidaria a marcação da infração. O dirigente ainda questionou quem assumiria a responsabilidade pelos pontos perdidos. "É muito claro, se todos nós observarmos o lance, o defensor do Remo cabeceia na mão do López, a bola sobra para o Fuchs, que faz o gol. Seriam dois pontos a mais para Palmeiras. Eu só faço uma pergunta: de quem vai ser essa responsabilidade? A gente não pode mais permitir".
Apesar das críticas, o clube ressaltou na nota oficial que não pediu punições à equipe de arbitragem e destacou que não cabe às equipes interferirem nas decisões tomadas pela CBF. O Palmeiras também reconheceu os investimentos feitos pela entidade para aprimorar a arbitragem no futebol brasileiro.
Confira a nota do Palmeiras na íntegra
"A Sociedade Esportiva Palmeiras informa que, em reunião realizada nesta segunda-feira (11) com a participação de representantes de outros clubes da Série A, a Comissão de Arbitragem da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) reconheceu o erro cometido pela equipe de arbitragem na anulação do gol marcado pelo zagueiro Bruno Fuchs nos acréscimos do segundo tempo da partida contra o Remo, pelo Campeonato Brasileiro.
Durante o encontro, o Palmeiras – representado pelo diretor de futebol Anderson Barros – voltou a cobrar providências para que erros graves como este não mais se repitam, sob o risco de comprometerem a credibilidade da competição.
O clube ressalta que, em momento algum, solicitou punições ao árbitro central e de vídeo (VAR), pois entende que todos os profissionais, incluindo os melhores, são suscetíveis a falhas. Além disso, não cabe ao Palmeiras, nem a qualquer outro clube, interferir em decisões da CBF, que, por sinal, vem realizando investimentos importantes em busca da evolução e do aprimoramento da arbitragem brasileira.
Diante deste contexto, contudo, é fundamental refletirmos sobre o tratamento reservado ao árbitro Ramon Abatti Abel, penalizado severamente pela CBF e pelo STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) há poucos meses, em razão de fatos ocorridos no clássico entre São Paulo e Palmeiras, também pelo Brasileirão.
Soluções simplistas, adotadas apenas com o intuito de oferecer satisfação momentânea ao ambiente externo ou a terceiros, não contribuirão com a evolução da arbitragem e do futebol nacional."
O próximo compromisso do Palmeiras será nesta quarta-feira (13), às 21h30, diante do Jacuipense-BA, no Estádio do Café, em Londrina, no Paraná. A partida é válida pela volta da 5ª rodada da Copa do Brasil. O Palmeiras venceu a ida por 3 a 0, no Allianz Parque.